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Você sabe o que é Antropologia?

Antropologia (cuja origem etimológica deriva do grego άνθρωπος anthropos, (homem / pessoa) e λόγος (logos - razão / pensamento) é a ciência preocupada com o fator humano e suas relações. A divisão clássica da Antropologia distingue a Antropologia Social da Antropologia Física. Cada uma destas, em sua construção abrigou diversas correntes de pensamento.

Pode-se afirmar que há poucas décadas a antropologia conquistou seu lugar entre as ciências. Primeiramente, foi considerada como a história natural e física do homem e do seu processo evolutivo, no espaço e no tempo. Se por um lado essa concepção vinha satisfazer o significado literal da palavra, por outro restringia o seu campo de estudo às características do homem físico. Essa postura marcou e limitou os estudos antropológicos por largo tempo, privilegiando a antropometria, ciência que trata das mensurações do homem fóssil e do homem vivo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropologia

Algumas informações básicas sobre os principais paradigmas e escolas de pensamento antropológico:


Formação de uma literatura “etnográfica” sobre a diversidade cultural

Período: Séculos XVI-XIX

Características: Relatos de viagens (Cartas, Diários, Relatórios etc.) feitos por missionários, viajantes, comerciantes, exploradores, militares, administradores coloniais etc.

Temas e Conceitos: Descrições das terras (Fauna, Flora, Topografia) e dos povos “descobertos” (Hábitos e Crenças).Primeiros relatos sobre a AlteridadeAlguns Representantes e obras de referênciaPero Vaz Caminha (“Carta do Descobrimento do Brasil” - séc. XVI). Hans Staden (“Duas Viagens ao Brasil” - séc. XVI). Jean de Léry (“Viagem a Terra do Brasil” - séc. XVI). Jean Baptiste Debret (“Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” - séc. XIX).

Escola/Paradigma: Evolucionismo Social

Período: Século XIX

Características: Sistematização do conhecimento acumulado sobre os “povos primitivos”.

Predomínio do trabalho de gabinete

Temas e Conceitos: Unidade psíquica do homem.Evolução das sociedades das mais “primitivas” para as mais “civilizadas”.Busca das origens (Perspectiva diacrônica)Estudos de Parentesco /Religião /Organização Social.Substituição conceito de raça pelo de cultura.

Alguns Representantes e obras de referência: Maine (“Ancient Law” - 1861). Herbert Spencer (“Princípios de Biologia” - 1864). E. Tylor (“A Cultura Primitiva” - 1871). L. Morgan (“A Sociedade Antiga” - 1877). James Frazer (“O Ramo de Ouro” - 1890).


Escola/Paradigma: Escola Sociológica Francesa

Período: Século XIX

Características: Definição dos fenômenos sociais como objetos de investigação socio-antropológica. Definição das regras do método sociológico.

Temas e Conceitos: Representações coletivas.Solidariedade orgânica e mecânica. Formas primitivas de classificação (totemismo) e teoria do conhecimento. Busca pelo Fato Social Total (biológico + psicológico + sociológico). A troca e a reciprocidade como fundamento da vida social (dar, receber, retribuir).

Alguns Representantes e obras de referência: Émile Durkheim:“Regras do método sociológico”- 1895; “Algumas formas primitivas de classificação” - c/ Marcel Mauss - 1901; “As formas elementares da vida religiosa” - 1912. Marcel Mauss:“Esboço de uma teoria geral da magia” - c/ Henri Hubert - 1902-1903; “Ensaio sobre a dádiva” - 1923-1924; “Uma categoria do espírito humano: a noção de pessoa, a noção de eu”- 1938).

Escola/Paradigma: Funcionalismo

Período: Século XX - anos 20

Características: Modelo de etnografia clássica (Monografia).

Ênfase no trabalho de campo (Observação participante). Sistematização do conhecimento acumulado sobre uma cultura.

Temas e Conceitos: Cultura como totalidade.Interesse pelas Instituições e suas Funções para a manutenção da totalidade cultural.Ênfase na Sincronia x Diacronia.

Alguns Representantes e obras de referência: Bronislaw Malinowski (“Argonautas do Pacífico Ocidental” -1922). Radcliffe Brown (“Estrutura e função na sociedade primitiva” - 1952-; e “Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e Casamento”, org. c/ Daryll Forde - 1950). Evans-Pritchard (“Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande” - 1937; “Os Nuer” - 1940). Raymond Firth (“Nós, os Tikopia” - 1936; “Elementos de organização social - 1951). Max Glukman (“Ordem e rebelião na África tribal”- 1963). Victor Turner (“Ruptura e continuidade em uma sociedade africana”-1957; “O processo ritual”- 1969). Edmund Leach - (“Sistemas políticos da Alta Birmânia” - 1954).


Escola/Paradigma: Culturalismo Norte-Americano

Período: Séc. XX - anos 30

Características: Método comparativo. Busca de leis no desenvolvimento das culturas. Relação entre cultura e personalidade.

Temas e Conceitos: Ênfase na construção e identificação de padrões culturais (“Patterns of culture”) ou estilos de cultura (“ethos”).

Alguns Representantes e obras de referência: Franz Boas (“Os objetivos da etnologia” - 1888; “Raça, Língua e Cultura” - 1940). Margaret Mead (“Sexo e temperamento em três sociedades primitivas” - 1935). Ruth Benedict (“Padrões de cultura” - 1934; “O Crisântemo e a espada” - 1946).

Escola/Paradigma: Estruturalismo

Período: Século XX - anos 40

Características: Busca das regras estruturantes das culturas presentes na mente humana. Teoria do parentesco/Lógica do mito/Classificação primitiva. Distinção Natureza x Cultura.

Temas e Conceitos: Princípios de organização da mente humana: pares de oposição e códigos binários.Reciprocidade

Alguns Representantes e obras de referência: Claude Lévi-Strauss:“As estruturas elementares do parentesco” - 1949. “Tristes Trópicos”- 1955. “Pensamento selvagem” - 1962. “Antropologia estrutural” - 1958 “Antropologia estrutural dois” - 1973 “O cru e o cozido” - 1964 “O homem nu” - 1971

Escola/Paradigma: Antropologia Interpretativa

Período: Século XX - anos 60

Características: Cultura como hierarquia de significados Busca da “descrição densa”. Interpretação x Leis. Inspiração Hermenêutica.

Temas e Conceitos: Interpretação antropológica: Leitura da leitura que os “nativos” fazem de sua própria cultura.Alguns Representantes e obras de referência: Clifford Geertz: “A interpretação das culturas” - 1973. “Saber local” - 1983.

Escola/Paradigma: Antropologia Pós-Moderna ou Crítica

Período e obra: Século XX - nos 80

Características: Preocupação com os recursos retóricos presentes no modelo textual das etnografias clássicas e contemporâneas. Politização da relação observador-observado na pesquisa antropológica. Critica dos paradigmas teóricos e da “autoridade etnográfica” do antropólogo.

Temas e Conceitos: Cultura como processo polissêmico. Etnografia como representação polifônica da polissemia cultural. Antropologia como experimentação/arte da crítica cultural.

Alguns Representantes e obras de referência: James Clifford e Georges Marcus (“Writing culture - The poetics and politics of ethnography” - 1986). George Marcus e Michel Fischer (“Anthropoly as cultural critique” - 1986). Richard Price (“First time” - 1983). Michel Taussig (“Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem”- 1987). James Clifford (“The predicament of culture” - 1988).

Fonte: http://nant-iscsp.blogspot.com/2005_05_01_archive.html

segunda-feira, 20 de maio de 2013

CEAO/UFBA promove curso de extensão "Etnografia: dez lições para jovens antropólogos em formação" - BA


Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Centro de Estudos Afro-Orientais
Programa de Pós-Graduação em Antropologia

Etnografia: dez lições para jovens antropólogos em formação.

Prof. Dr. Cláudio Luiz Pereira.
Antropólogo CEAO/FFCH/UFBA.
Junho- julho 2013

 
Local: CEAO – Largo 2 de Julho, 42 – Centro.
Segundas-feiras – 14 as 18 hs.
Carga Horária: 20 hs.
Taxa de inscrição: R$ 30,00  – 20 vagas.
Inscrições na Secretaria do CEAO.


Programa:
03/06 –  
Lição 1. Sobre o pensamento antropológico, e sobre como encontrar utilidade para um conhecimento a ser produzido.
Lição 2.  De como o mundo está na nossa cabeça e nossa cabeça no mundo: introdução ao pensamento reflexivo.
10/06
Lição 3. De como ler e anotar para não esquecer.
Lição 4. De como passar do pensar ao pesquisar, sem traumas nem choro.
17/06
Lição 5. Sobre como se situar em um mundo que não é seu: a realidade da pesquisa.
Lição 6. Da etnografia como experiência humana, e dos modos de observação e participação que lhes são inerentes.
01/07
Lição 7. Sobre como reduzir o fluxo da realidade a análise e a interpretação antropológicas.
Lição 8. Da etnografia como construção textual da realidade.
08/07
Lição 9.  A propósito da narrativa, da descrição e da argumentação etnográficas enquanto representações da ação social.
Lição 10. De como pensar como leitor do autor que você (pensa que) se tornou.

Sinopse:
A idéia de Etnografia como alguma coisa difusa é muito difundida, seja no campo dos agentes de sua matriz disciplinar, seja no modo como o senso comum, ou outras pesquisas em busca de interdisciplinaridade processam a idéia da metodologia antropológica.
Texto. Método. Técnica de pesquisa. A pesquisa em si mesma. Técnica de escrita.  Relatos. Trabalho de campo. Escrita de si do antropólogo. Descrição. Interpretação. Tradução de culturas. Diálogo. Modo de observação. Observação participante. Participação observante...
A Etnografia derrapa assim numa confusão singular, em que é etnografia tudo que os antropólogos podem chamar de etnografia. E talvez esta seja mesmo a grande falácia deste método. Pois que, muito além da mera retórica, a antropologia não é, justamente, tudo que quisermos chamar de antropologia.  Auto-corrigível, a antropologia sabe separar o joio do trigo.
No entanto, ou talvez por isto mesmo, a etnografia continua sendo a cereja do bolo da antropologia. Certamente o que de melhor ela tem a oferecer sobre o conhecimento humano. Devemos, portanto, resguardar com zelo este instrumento do conhecimento antropológico, processo e produto, caminho seguro para representar a realidade social.
Estas Lições serão divagações em torno da etnografia e de muitos descaminhos ou atalhos que podem ser percorridos através do método.
Combinarão uma revisão de fórmulas, de questões em aberto, de rabiscos vários, de pensamentos atirados ao léu. São reflexões sobre coisas que nós antropólogos perguntamos a nós mesmos, e são sobre as maneiras como, enfim, podemos produzir ciência, útil ou inútil.
As Lições serão assim, virtualmente, aporéticas. Pois, se a antropologia não for capaz de formular uma questão para a qual não tem resposta, não deve ser capaz de formular a resposta para a qual não possa cobiçar a pergunta.

Objetivos do curso:
O curso tem como objetivo explorar temas e problemas técnicos da produção de etnografias, que podem ser preliminarmente listados:
1. A escrita: o lugar onde o pensamento antropológico plasma.
2. Etnografia enquanto “trabalho em progresso”,  e como produto final.
3. Com qual escrita se pode inscrever a cultura?
4. Explorando as razões pelas quais os antropólogos escrevem.
5. Compreender e explicar como dilema antropológico.
6. Quem são aqueles para quem os antropólogos escrevem?
7. Divulgação e vulgarização de idéias antropológicas.
8. O lugar da teoria na escrita etnográfica.
9. Como formular um argumento antropológico útil etnograficamente.
10. Dados etnográficos: como construí-los, usá-los ou desprezá-los?
11. Unidade de pesquisa e unidade de análise: como circunscrever um objeto etnográfico?
12. O que esperam aqueles sobre os quais os antropólogos escrevem?
13. A presença do autor no campo de pesquisa e na escrita.
14. Etnografias experimentais: outras formas de registros e documentação.
15. Poesia e etnografia.
16. Para que serve a antropologia?
17. O mais terrível dos trabalhos: a análise.
18. Etnografias têm que conter demonstração? O que elas pretendem provar, afinal?
19. Como ler etnografias sem se aborrecer com elas?
20. Imposturas no campo de pesquisa e na escrita.
21. Diário de campo e auto-análise.
22. Ler e escrever etnografias.
23. Você confiaria em um antropólogo que não tem sua própria biblioteca?
24. Por que os antropólogos constroem argumentos valendo-se de categorias?
25. Etnografias têm que ter conclusões ou podem-se fazer apenas considerações finais?
26. Dez macetes para tornar fácil a construção de uma problemática antropológica.
26. Critérios de validação antropológica e garantias quanto à veracidade de uma verdade antropológica.
27. Em torno da fronteira da ficção: até que ponto os antropólogos podem fabular?
28. O campo como lugar de encontro, diálogo e tradução.
29. Ainda existem antropólogos de gabinete?
30. É necessário ser um bom teórico para fazer etnografia?

Bibliografia preliminar:
Anderson, B.G. First fieldwork: the misadventures of an anthropologist. Illinois: Waveland Press, 1990.
Atkinson, P. The ethnographic Imagination: textual constructions of reality. London: Routledge, 1991.
Booth, W.C.; Colomb, G.G. & Williams, J.M. A arte da pesquisa. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
Clifford, J. A experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX. RJ: Editora UFRJ, 1998.
Clifford, J. e Marcus, G. Writing Culture. Los Angeles: Univ. of California Press, 1986.
DaMatta, R. Relativizando: uma introdução à antropologia social Rio de Janeiro: Rocco, 2010.
Emerson, R. M., Fretz, R.I. & Shaw, L.L. Writing ethnographic fieldnotes.  Chicago: The Univers. Of Chicago Press, 1995.
Fetterman, D.M. Ethnography: step by step. Thousand Oaks, Ca: SAGE Publications, 1998.
Geertz, C. ET all. El surgimiento de La antropologia posmoderna. Barcelona: gedisa, 2003.
Graeber, D. Fragments of an Anarchist anthropology. Chicago: Prickly Paradigm press, 2004.
Hammersley, M. & Atkinson, P. Ethnography. New York: Routledge, 1996.
Jacobson, D. Reading ethnography. New York: State University of New York Press. 1991.
Laplantine, F. A descrição etnográfica. São Paulo: Terceira margem, 2004.
LeCompte, M.D. & Schensul. J.J. Design & conducting ethnographic research Lanhan: Altamira Press, 1999.
Marcus, G. E. Ethnography through Thick & Thin. Princeton: Pinceton University Press, 1998.
Peirano, M. A favor da etnografia. P.Alegre: Relume Dumará, 1996.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Já temos WebTV: Televisão Antropologia do Brasil

A TVAB (Televisão de Antropologia do Brasil) é uma televisão online com perfil no Vimeo e no Facebook que pretende ser um lugar de encontro de filmes etnográficos, paisagens sonoras, fotomontagens, conferências, entrevistas e assim por diante, com o objetivo de fomentar a extensão e discussão de saberes.
 
O blog Antropologia no Brasil apoia a iniciativa do antropólogo Josep Juan Segarra.
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Palestra: “Atualidade da Arqueologia na Bahia”, com o Prof. Carlos Etchevarne (UFBA) - BA

Dia 14 de dezembro, 18h, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Sala Katia Mattoso, 3º andar)
Palestra:  “Atualidade da Arqueologia na Bahia”
Convidado: Prof. Dr. Carlos Alberto Etchevarne* (Depto. de Antropologia, FFCH-UFBA)
 
A especificidade da Arqueologia, no conjunto das Ciências Sociais, incide, fundamentalmente, sobre a natureza dos documentos com que o profissional dessa área trabalha, isto é, os vestígios materiais da produção cultural de um grupo humano. Com esta premissa fica implícito que tanto um instrumento em pedra lascada de uma sociedade de caçadores coletores como um artefato saído da cadeia produtiva de uma indústria têm, para o arqueólogo, o mesmo valor documental, na medida em que permitem interpretar aspectos históricos, econômicos ou tecnológicos das sociedades que os produziram.

A Bahia apresenta-se como um vasto território com enorme potencial arqueológico, referente aos três períodos em que convencionalmente se divide a história da ocupação humana em todo o Brasil, ou seja, períodos pré-colonial, colonial e pós-colonial.  Existem no Estado áreas das quais, de maneira sistemática ou de forma eventual, foram feitos registros de sítios arqueológicos. Em outras regiões, ainda que nunca tenham sido visitadas por especialistas, se pressupõe uma grande potencialidade por quanto apresentam condições ambientais já reconhecidas como favoráveis à instalação humana, especialmente no que se refere aos grupos de caçadores coletores ou horticultores pré-coloniais. Assim sendo, pode-se pensar no Estado da Bahia como um verdadeiro celeiro de sítios arqueológicos à espera de pesquisa, preservação e adequada utilização.

A palestra que será apresentada no Café Científico tem por objetivo mostrar um panorama arqueológico geral sobre os resultados alcançados até o presente e mostrar as diretrizes traçadas para efetuar programas de pesquisa, preservação e gestão, em diferentes partes do Estado da Bahia.

*Carlos Alberto Etchevarne:  Bacharelado em Antropologia c/ concentração Arqueologia pela Universidade Nacional de Rosário, mestrado em Arqueologia pela Universidade de São Paulo, mestrado e doutorado em Quaternaire, Geologie et Pré-Histoire pelo Museum National D' Histoire Naturelle, Paris. Professor Associado III da Universidade Federal da Bahia. Pesquisador colaborador do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto. Professor da Pós-Graduação em Arqueologia da UFPE. Pesquisador em Arqueologia baiana do período colonial e do pré-colonial com ênfase na arte rupestre.
 
Os eventos são inteiramente gratuitos e não necessitam de inscrição.

Para mais informações, ligue  71 3277-8622.
Mais informações sobre o café científico de Salvador podem ser encontradas em http://cafecientificossa.blogspot.com
Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescientifique.org

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Inscrições abertas para a Oficina de Metodologia, Construção de Indicadores: atividade será realizada na próxima quarta-feira, dia 17 de outubro - SP

Será a terceira e última oficina do gênero de 2012, voltada para os pesquisadores do Cebrap. Desta vez com uma novidade: pedidos de inscrições de estudantes de pós e graduação serão examinados, dando-se preferência àqueles vinculados, na presente data ou até recentemente, a projetos de pesquisa científica.

   
Objetivo é retomar tradição da entidade de se mobilizar para compartilhar as ferramentas metodológicas utilizadas na diversidade de suas pesquisas.
Sua proposta é discutir a elaboração de uma abordagem analítica para estudo de casos no âmbito das dinâmicas de participação no Brasil. Atividade está aberta para propostas e colaborações de outros núcleos e grupos de estudo. O objetivo é familiarizar os participantes com instrumentos de pesquisa com os quais não têm tido contato direto.
Oficina:
CONSTRUÇÃO DE INDICADORES: Elaborando a abordagem analítica e comparativa de estudos de casos.
 
17/10/2012
Embasada em um estudo comparativo de conselhos de saúde, a oficina pretende contribuir para a discussão sobre a construção de indicadores a partir da análise de processos eminentemente qualitativos.
Tópicos:
1. O debate teórico e sua apreensão em variáveis mensuráveis
2. A construção de indicadores para diferentes dimensões analíticas
3. Comparando processos sociais: estrutura institucional, pesquisa de opinião com conselheiros, e análise de conteúdo a partir das atas das reuniões.
Facilitadores: Vera Schattan P. Coelho e Alexandre Ferraz (Núcleo de Cidadania e Desenvolvimento)
Inscrição:
É indispensável a inscrição prévia pelo email inteligenciametodologica@cebrap.org.br
Dados necessários: Nome do participante, núcleo/grupo ao qual pertence ou (não sendo pesquisador do Cebrap), referências de projeto recente ou andamento no qual tenha participado.
Coordenadores das oficinas: Monika Dowbor (mdowbor@gmail.com ) e Danilo Torini (danilotorini@gmail.com)
Data: quarta-feira, 17 de outubro de 2012, das 14 às 19 horas.
Local: rua Morgado de Mateus, 615. Vila Mariana.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Seminário Internacional aborda etnografias produzidas em Angola e Moçambique - RJ

 
IMAGINAR E CONHECER
 
O presente seminário internacional está alinhado com uma busca de reconciliação do ato de imaginar com o ato de conhecer. Conta com a participação de antropólogos com diferentes inserções teóricas e que, ainda assim, compartilham o pressuposto que todo ato imaginativo é um fenômeno da experiência. Neste sentido, o foco do seminário não será classificar os atos imaginativos segundo suas propriedades intrínsecas, mas acompanhar etnograficamente as histórias que descrevem seus movimentos, desdobrando assim os caminhos que os conectam com modos de formar e transformar o universo material constituindo a textura do presente.

 
O seminário terá como foco Angola e Moçambique, países africanos marcados por longos períodos de guerra e que, atualmente, são intensamente atravessados por fluxos de pessoas que migram de um canto a outro, entre territórios, cidades e países. Isto quer dizer que neste pedaço do planeta, pessoas adultas e crianças frequentemente são convidadas a dialogar com situações brutais do passado e a promover futuros alternativos. Os pesquisadores aqui reunidos estarão particularmente atentos aos processos imaginativos que tem feito parte desta trama.
 
 
PROGRAMAÇÃO
 
19/11 (segunda-feira) Solar da Imperatriz – Jardim Botânico
19h -- Conferência de Abertura "O trabalho da imaginação na textura do presente"
Tim Ingold (Universidade de Aberdeen)
 
21/11 (quarta-feira) Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (UERJ)
9h -- Conferência "O trabalho da imaginação na antropologia em África"
Ramon Sarró (Universidade de Oxford)

10h30h -- Mesa Redonda "Deuses e demônios"
Ruy Blanes (Universidade de Lisboa)
Claudia Wolff Swatowiski (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Fernando Sabonete (Universidade Federal de Pernambuco)
Debatedora: Roberta Bivar Campos (Universidade Federal de Pernambuco)

15h -- Mesa Redonda "O presente da antropologia e o trabalho da imaginação"
Patrícia Birman (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Carlos Steil (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Márcia Contins (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Debatedor: Otávio Velho (Museu Nacional/UFRJ)

22/11 (quinta-feira) Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (UERJ)
10h30h -- Mesa redonda "Guerra e reconstrução"
José Nkosi (Universidade Agostinho Neto)
Clara Mafra (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Nelson Domingos Antônio (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Maurício Barros de Castro (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Debatedor: Wilson Trajano Filho (Universidade de Brasília)

15h -- Mesa Redonda "Campanhas espirituais, guerras sanitárias"
Ana Monteiro (Universidade Eduardo Mondlane)
Giulia Cavallo (Universidade de Lisboa)
Luiz Henrique Passador (Universidade Federal da Fronteira Sul)
Debatedora: Renata Menezes (Museu Nacional/UFRJ)

  
INSCRIÇÕES ABERTAS! 

Com 70% de presença, serão dados certificados.
 
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Rua São Francisco Xavier 524 - sala 9043 - bloco F – Maracanã
20250-013 Rio de Janeiro (RJ) – Brasil
tel: 55 (21) 2334 0678
trabalhodaimaginacao@gmail.com

 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPE promove mini-curso "Antropologia das sonoridades" - PE


Mini-curso:
"Antropologia das sonoridades"
 
"A vida social é sempre repleta de sons, e em muitos casos, de padrões sonoros organizados e relevantes para as mais diversas interações humanas. As ciências sociais estiveram atentas às implicações destas sonoridades desde Jean-Jacques Rousseau (autor de um célebre Dicionário Musical), até Lévi-Strauss e além dele, passando também por Max Weber (para citar só clássicos absolutos). A Etnomusicologia tem sido um campo privilegiado de debates entre antropólogos e músicos sobre coletividades sonoras. Neste curso, pretendemos explorar as possibilidades de uma antropologia das sonoridades, com apoio na literatura brasileira e internacional, e em muitos exemplos, inclusive pernambucanos. Não será necessário qualquer tipo de formação musical prévia. Esperamos que ao final do curso os participantes estejam mais propensos a usar em suas pesquisas mais possibilidades de escuta do som e suas diversas significações sociais."
 
"A produção e a escuta de sons organizados é, em muitos casos, meio privilegiado de expressar relações sociais e valores culturais, permitindo também transformá-los. O curso visa explorar possibilidades de conhecimento antropológico abertas pela escuta e interpretação de diversas formas expressivas sonoras. Os debates girarão em torno de temas e exemplos trazidos da vasta literatura internacional sobre antropologia do som e etnomusicologia, bem como de algumas pesquisas sobre sonoridades brasileiras."

Professores: Carlos Sandroni e Sandro Guimarães de Salles
Período: de 18/10 a 13/12/2012
Dia e Horário: Quintas – feiras (14 ás 18h)
Local: Auditório I do PPGA – 13º Andar - CFCH
Disciplina eletiva: PGA-983 – S.T. Antropologia das sonoridades
Carga Horária: 30 Horas
Número de créditos: 02
Inscrições até o dia 17 de outubro na secretaria do PPGA.
 
OBS: Aberto a alunos de outras pós-graduações.
Alunos que não estão na pós-graduação também podem participar, neste caso, receberão declaração de participação, sem créditos no SIGA.
À Coordenação
-- 
Programa de Pós Graduação em Antropologia - PPGA / UFPE