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Você sabe o que é Antropologia?

Antropologia (cuja origem etimológica deriva do grego άνθρωπος anthropos, (homem / pessoa) e λόγος (logos - razão / pensamento) é a ciência preocupada com o fator humano e suas relações. A divisão clássica da Antropologia distingue a Antropologia Social da Antropologia Física. Cada uma destas, em sua construção abrigou diversas correntes de pensamento.

Pode-se afirmar que há poucas décadas a antropologia conquistou seu lugar entre as ciências. Primeiramente, foi considerada como a história natural e física do homem e do seu processo evolutivo, no espaço e no tempo. Se por um lado essa concepção vinha satisfazer o significado literal da palavra, por outro restringia o seu campo de estudo às características do homem físico. Essa postura marcou e limitou os estudos antropológicos por largo tempo, privilegiando a antropometria, ciência que trata das mensurações do homem fóssil e do homem vivo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropologia

Algumas informações básicas sobre os principais paradigmas e escolas de pensamento antropológico:


Formação de uma literatura “etnográfica” sobre a diversidade cultural

Período: Séculos XVI-XIX

Características: Relatos de viagens (Cartas, Diários, Relatórios etc.) feitos por missionários, viajantes, comerciantes, exploradores, militares, administradores coloniais etc.

Temas e Conceitos: Descrições das terras (Fauna, Flora, Topografia) e dos povos “descobertos” (Hábitos e Crenças).Primeiros relatos sobre a AlteridadeAlguns Representantes e obras de referênciaPero Vaz Caminha (“Carta do Descobrimento do Brasil” - séc. XVI). Hans Staden (“Duas Viagens ao Brasil” - séc. XVI). Jean de Léry (“Viagem a Terra do Brasil” - séc. XVI). Jean Baptiste Debret (“Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” - séc. XIX).

Escola/Paradigma: Evolucionismo Social

Período: Século XIX

Características: Sistematização do conhecimento acumulado sobre os “povos primitivos”.

Predomínio do trabalho de gabinete

Temas e Conceitos: Unidade psíquica do homem.Evolução das sociedades das mais “primitivas” para as mais “civilizadas”.Busca das origens (Perspectiva diacrônica)Estudos de Parentesco /Religião /Organização Social.Substituição conceito de raça pelo de cultura.

Alguns Representantes e obras de referência: Maine (“Ancient Law” - 1861). Herbert Spencer (“Princípios de Biologia” - 1864). E. Tylor (“A Cultura Primitiva” - 1871). L. Morgan (“A Sociedade Antiga” - 1877). James Frazer (“O Ramo de Ouro” - 1890).


Escola/Paradigma: Escola Sociológica Francesa

Período: Século XIX

Características: Definição dos fenômenos sociais como objetos de investigação socio-antropológica. Definição das regras do método sociológico.

Temas e Conceitos: Representações coletivas.Solidariedade orgânica e mecânica. Formas primitivas de classificação (totemismo) e teoria do conhecimento. Busca pelo Fato Social Total (biológico + psicológico + sociológico). A troca e a reciprocidade como fundamento da vida social (dar, receber, retribuir).

Alguns Representantes e obras de referência: Émile Durkheim:“Regras do método sociológico”- 1895; “Algumas formas primitivas de classificação” - c/ Marcel Mauss - 1901; “As formas elementares da vida religiosa” - 1912. Marcel Mauss:“Esboço de uma teoria geral da magia” - c/ Henri Hubert - 1902-1903; “Ensaio sobre a dádiva” - 1923-1924; “Uma categoria do espírito humano: a noção de pessoa, a noção de eu”- 1938).

Escola/Paradigma: Funcionalismo

Período: Século XX - anos 20

Características: Modelo de etnografia clássica (Monografia).

Ênfase no trabalho de campo (Observação participante). Sistematização do conhecimento acumulado sobre uma cultura.

Temas e Conceitos: Cultura como totalidade.Interesse pelas Instituições e suas Funções para a manutenção da totalidade cultural.Ênfase na Sincronia x Diacronia.

Alguns Representantes e obras de referência: Bronislaw Malinowski (“Argonautas do Pacífico Ocidental” -1922). Radcliffe Brown (“Estrutura e função na sociedade primitiva” - 1952-; e “Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e Casamento”, org. c/ Daryll Forde - 1950). Evans-Pritchard (“Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande” - 1937; “Os Nuer” - 1940). Raymond Firth (“Nós, os Tikopia” - 1936; “Elementos de organização social - 1951). Max Glukman (“Ordem e rebelião na África tribal”- 1963). Victor Turner (“Ruptura e continuidade em uma sociedade africana”-1957; “O processo ritual”- 1969). Edmund Leach - (“Sistemas políticos da Alta Birmânia” - 1954).


Escola/Paradigma: Culturalismo Norte-Americano

Período: Séc. XX - anos 30

Características: Método comparativo. Busca de leis no desenvolvimento das culturas. Relação entre cultura e personalidade.

Temas e Conceitos: Ênfase na construção e identificação de padrões culturais (“Patterns of culture”) ou estilos de cultura (“ethos”).

Alguns Representantes e obras de referência: Franz Boas (“Os objetivos da etnologia” - 1888; “Raça, Língua e Cultura” - 1940). Margaret Mead (“Sexo e temperamento em três sociedades primitivas” - 1935). Ruth Benedict (“Padrões de cultura” - 1934; “O Crisântemo e a espada” - 1946).

Escola/Paradigma: Estruturalismo

Período: Século XX - anos 40

Características: Busca das regras estruturantes das culturas presentes na mente humana. Teoria do parentesco/Lógica do mito/Classificação primitiva. Distinção Natureza x Cultura.

Temas e Conceitos: Princípios de organização da mente humana: pares de oposição e códigos binários.Reciprocidade

Alguns Representantes e obras de referência: Claude Lévi-Strauss:“As estruturas elementares do parentesco” - 1949. “Tristes Trópicos”- 1955. “Pensamento selvagem” - 1962. “Antropologia estrutural” - 1958 “Antropologia estrutural dois” - 1973 “O cru e o cozido” - 1964 “O homem nu” - 1971

Escola/Paradigma: Antropologia Interpretativa

Período: Século XX - anos 60

Características: Cultura como hierarquia de significados Busca da “descrição densa”. Interpretação x Leis. Inspiração Hermenêutica.

Temas e Conceitos: Interpretação antropológica: Leitura da leitura que os “nativos” fazem de sua própria cultura.Alguns Representantes e obras de referência: Clifford Geertz: “A interpretação das culturas” - 1973. “Saber local” - 1983.

Escola/Paradigma: Antropologia Pós-Moderna ou Crítica

Período e obra: Século XX - nos 80

Características: Preocupação com os recursos retóricos presentes no modelo textual das etnografias clássicas e contemporâneas. Politização da relação observador-observado na pesquisa antropológica. Critica dos paradigmas teóricos e da “autoridade etnográfica” do antropólogo.

Temas e Conceitos: Cultura como processo polissêmico. Etnografia como representação polifônica da polissemia cultural. Antropologia como experimentação/arte da crítica cultural.

Alguns Representantes e obras de referência: James Clifford e Georges Marcus (“Writing culture - The poetics and politics of ethnography” - 1986). George Marcus e Michel Fischer (“Anthropoly as cultural critique” - 1986). Richard Price (“First time” - 1983). Michel Taussig (“Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem”- 1987). James Clifford (“The predicament of culture” - 1988).

Fonte: http://nant-iscsp.blogspot.com/2005_05_01_archive.html

sábado, 7 de abril de 2012

Curso "Antropologia para historiadores" SP

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  1. Via internet
    • Preencha o formulário de Inscrição
    • Pague a taxa de inscrição segundo sua escolha
      (Alunos de Graduação (R$10,00) Todos os demais (R$30,00) no banco indicado abaixo ou no primeiro dia do curso:
      • Banco do Brasil: Agência 2907-6, Conta: 27061-X (não aceitamos depósitos feitos através de envelopes)
    • Envie a cópia do comprovante e da carteira de estudante (se for o caso) para o e-mail geemaat@gmail.com Ou entregue as comprovações no primeiro dia do curso.
  2. No primeiro dia do curso
    Aceitaremos inscrições no primeiro dia do Curso de acordo com as vagas que ainda dispusermos. (Capacidade: 180 assentos).
  3. A inscrição para todo o curso poderá ser feita até dia 10/04/2012.
  4. Será conferido Certificado para todos que obtiverem pelo menos 75% de presença.
  5. Alunos de qualquer universidade podem, se apresentarem carteira de estudante ou declaração de regularmente matriculado emitidas ambas pela instituição a fazer jus ao desconto oferecido.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Seminário de Arqueologia e Antropologia na Amazônia


Data: 11 a 14 de abril de 2012
Local: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas / UFMG

Realização:
Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGAN/UFMG)
Laboratório de Etnologia e do Filme Etnográfico (LEFE/FAFICH)
Núcleo de Antropologia e Arqueologia da Amazônia (NAAdA/FAFICH)
Grupo de Estudos em Antropologia e Arqueologia (Geaarq/UFMG)

Patrocínio: CAPES/PAEP
Apoio:
Diretoria da FAFICH/UFMG
Departamento de Sociologia e Antropologia (FAFICH/UFMG)

PROGRAMAÇÃO:

11 de Abril, Quarta-feira:
10: 00 hs / Auditório Luiz Pompeu / FAE /UFMG
Palestra: Plástica e performance de máscaras rituais na América do Sul indígena: repensando sistemas mito-musico-coreográficos.
- Aristóteles Barcelos Neto (University of East Anglia)

19: 00 hs / Auditório Sônia Viegas / FAFICH /UFMG
Conferência de abertura: Arqueologia na Amazônia Hoje.
- Eduardo Góes Neves (MAE/USP)




12 de Abril, Quinta-feira:
09: 00 hs / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Mesa Redonda: Cerâmicas na Amazônia: da cultura material ao universo cosmológico.
Coordenadora: Deborah Magalhães Lima (UFMG)
- Denise Maria Cavalcante Gomes (UFRJ): Cerâmicas no rio Tapajós.
- Vera Guapindaia (MPEG): Cerâmicas no rio Trombetas.

10: 30 hs / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Mesa Redonda: Patrimônio e cultura material e imaterial nas sociedades indígenas.
Coordenador: Rogério do Pateo (UFMG)
- Fabíola Andréa Silva (MAE/USP): Patrimônio arqueológico em terras indígenas: as múltiplas narrativas.
- Denise Fajardo (IEPE-USP): Patrimônio material e imaterial na região das Guianas.

14: 00 hs / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Grupo de Trabalho I (sessão 1): Arqueologia e patrimônio cultural na Amazônia: pesquisas recentes.
Debatedora: Vera Guapindaia (MPEG)
- Comunicação 1: Andre Prous (UFMG) & Camila Jácome (USP): Os primeiros resultados do levantamento arqueológico Norte-Amazônico.
- Comunicação 2: Camila Jácome (USP) & Igor Rodrigues (UFMG) & Ciro Gonçalves (UFMG) & Gustavo Jardel Coelho (UFMG): A cerâmica do Rio Mapuera - reflexões sobre método de análise e categorias tipológicas.
- Comunicação 3: Adriana Russi (UFF): Patrimonialização da cultura: memória e tradição na construção de uma casa tradicional (tamiriki) kaxuyana.

16: 30 / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Grupo de Trabalho II (sessão 1): Etnologia nas Guianas: pesquisas recentes.
Debatedora: Karenina Vieira Andrade (UFMG)
- Comunicação 1: Denise Fajardo (USP): Miríades onomásticas caribe-guianenes e noção de 'gente'.
- Comunicação 2: Luisa Girardi (UFMG): Entre nós, entre outros: migração e mistura entre a ‘gente do Kaxuru’.
- Comunicação 3: Julia Sauma (UCL): Localidades, comunidades, lugares e parentes entre os quilombolas do Rio Erepecuru.
19: 30 / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Mesa Redonda: Artes gráficas na Amazônia oriental.
Coordenadora: Jacqueline Rodet (UFMG)
- Edithe Pereira (MPEG): Pintura Rupestre na Amazônia.
- Andre Prous (UFMG): Análise das Tangas Indígenas.

13 de Abril, Sexta-feira:
09: 00 hs / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Mesa Redonda: Terra Preta de Índio na Amazônia.
Coordenador: Andrei Isnardis (UFMG)
- Dirse Clara Kern (UFPA): Processo de formação de solos antrópicos em sítios arqueológicos.
- Guilherme Resende Correa (UFV): Terras Pretas de Índio da Amazônia e Interpretação paleoambiental e cultural.
- Ado Jorio (UFMG): Análise da estrutura do carbono das Terras Pretas de Indio.

14: 00 hs / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Grupo de Trabalho II (sessão 2): Etnologia nas Guianas: pesquisas recentes.
Debatedor: Paulo Roberto Maia Figueiredo (UFMG)
- Comunicação 1: Ruben Caixeta de Queiroz (UFMG): Formação e dispersão dos coletivos indígenas na área de fronteira entre Brasil, Guiana e Suriname.
- Comunicação 2: Leonor Valentino (MN/UFRJ): Notas sobre a cristianização dos Waiwai e sobre a presença missionária na região das Guianas na segunda metade do século XX.
- Comunicação 3: Samya Fraxe (UFAM): Corpo forte e dança alegre (Wai-Wai).

16: 30 / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Grupo de Trabalho I (sessão 2): Arqueologia e patrimônio cultural na Amazônia: pesquisas recentes.
Debatedora: Edithe Pereira (MPEG)
- Comunicação 1: Lílian Panachuk (Scientia Consultoria Científica): Aspectos contemporâneos da arqueologia na Amazônia brasileira: alguns dilemas e avaliações preliminares.
- Comunicação 2: Maria Jacqueline Rodet (UFMG) & Vera Guapindaia (MPEG) & Déborah Duarte-Talim (UFMG) & Amauri Mattos (MPEG): As lâminas de machado polidas do sítio arqueológico Boa Vista, Pará.
- Comunicação 3: Rogério Tobias Junior (UFMG) & Henrique e Silva (UFMG): Grafismos no rio Mapuera e Paru do leste: uma perspectiva comparativa.

19: 30 / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Sessão de filmes:
1) Asurini: expedição etnoaqueológica à Terra Indígena Kuatinemu. DVD, 32 min / Direção: Fabíola Andréa Silva e Silvio Luiz Cordeiro / Montagem e Música: Silvio Luiz Cordeiro / Imagens: Francisco Forte Stuchi / Imagens de Arquivo: Regina Polo Müller.
2) Podáali: um documentário da música baniwa. DVD, 30 min / Realização: FOIRN, ACICC e Vídeo Maloca / Pesquisa: Deise Lucy Montardo e Adeílson Lopes da Silva / Fotografia: Moisés e Paulinho Baniwa / Som Moisés e Paulinho Baniwa / Edição: Hans Denis e Moisés Baniwa.

14 de Abril, Sábado:
10:00 hs / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Reunião entre indígenas do rio Mapuera e pesquisadores do NAAdA (Núcleo de Antropologia e Arqueologia da Amazônia) com o objetivo de discutir critérios e procedimentos para formulação de uma proposta de exposição e constituição de um museu sobre os povos indígenas da calha do rio Trombetas.
Coordenação: 
André Prous e Ruben Caixeta de Queiroz

Organização:
Camila Pereira Jácome
Ciro Gonçalves Júnior
Déborah Lima Duarte Talim
Gustavo Jardel Coelho
Luisa Gonçalves Girardi
Maria Luísa Lucas
Paula Grazielle Viana dos Reis
Pedro Henrique Leal
Pedro Portella Macedo
Roberto Romero Ribeiro Júnior
Victor Alcântara e Silva

Para mais informações, envie um e-mail para geaarq@yahoo.com.br

sábado, 31 de março de 2012

1º Seminário Internacional de Formação e Capacitação em Cultura - BA

Dias 28, 29 e 30 de maio.
Acontecerá, nos dias 28, 29 e 30 de maio de 2012, no Teatro Vila Velha, em Salvador, o 1 º Seminário Internacional de Formação e Capacitação em Cultura.

O público alvo do 1º Seminário Internacional de Formação e Capacitação em Cultura é formado pelos estudantes e profissionais de qualquer área do conhecimento, que busquem se especializar no desenvolvimento de atividades ou projetos privados e públicos relacionados a ações culturais e produção e gestão de bens culturais.

Programação e demais detalhes no sítio: http://seminarioformcapcult.blogspot.com.br/

quarta-feira, 28 de março de 2012

Ciclo formativo "História e memórias do racismo" - SP

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USP promove curso "Introdução aos Estudos sobre Povos Indígenas no Brasil" - SP

Departamento de Antropologia — FFLCH/USP
Coordenador: Profa. Dra. Beatriz Perrone-Moisés (DA/USP)
Professores: Spensy Kmitta Pimentel (doutorando PPGAS/USP) +
pesquisadores do Cesta-USP
Doze aulas, de 09/04/2012 a 02/07/2012, 2as, das 19h30 às 22h30 (36 horas)

Proposta Geral

O curso procurará traçar um quadro das referências históricas,  antropológicas e jurídicas fundamentais para a compreensão dos povos indígenas no Brasil, aliando-o ao debate sobre como se dá a discussão
contemporânea a respeito do passado, presente e futuro desses grupos.  Será buscado um diálogo com casos de recente destaque no debate público brasileiro, com o objetivo de cotejar o senso comum sobre as
questões que envolvem as populações indígenas com as descrições e  análises desenvolvidas no campo da Antropologia, da etnologia ameríndia e da História. Em paralelo, o curso apresentará, ao longo  das aulas, um panorama da diversidade indígena no país, contando com a colaboração de pesquisadores do Cesta (Centro de Estudos Ameríndios).

Objetivo

Difundir conhecimentos sobre os povos indígenas por meio da  capacitação de professores da rede pública e particular – particularmente os de história, literatura e educação artística –,  além de interessados em geral, possibilitando o aprendizado de aspectos da história e da cultura indígenas, e sua relação com debates brasileiros contemporâneos, relativos à política e a economia.

Justificativa

A lei 11.645/2008 estabeleceu a obrigatoriedade do estudo da história  e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, em todo o país. A
aplicação efetiva dessa lei ainda depende da capacitação dos professores das redes públicas e particular, e é nesse sentido que um curso como esse, em primeiro lugar, se justifica.

Além disso, o momento político e econômico por que passam o país e a  América Latina tem trazido os povos indígenas novamente ao foco do debate público. O crescimento econômico, amparado, em grande parte, no agronegócio, na mineração e na dependência de um consumo crescente de  energia elétrica, dificulta a demarcação de terras para grupos marginalizados, no Centro-Sul/Nordeste do país (casos de Mato Grosso do Sul e Bahia), ao mesmo tempo em que, na Amazônia, faz com que as  terras indígenas já consolidadas sejam alvo de ameaças ecológicas (expansão desenfreada do agronegócio; contínua extração de madeira; barramento indiscriminado dos rios).


Em paralelo, os povos indígenas estão em processo de expansão  demográfica e em contato cada vez mais intenso com a dita sociedade nacional. Artistas indígenas, hoje, produzem literatura, cinema,  música; da mesma forma, acadêmicos indígenas começam a ocupar as universidades, produzindo ciência, história, reflexão sobre si e sobre o país. Na internet, sobretudo, intelectuais e ativistas indígenas  rompem a invisibilidade e dão-se a conhecer.


A imprensa brasileira e o mundo jurídico e político têm dedicado  espaço crescente às questões indígenas nos últimos anos, especialmente em função dos episódios relacionados a grandes obras que afetam terras indígenas na Amazônia, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, e as  demarcações de terras indígenas em Mato Grosso do Sul, Roraima, Bahia, entre outros. Há, ainda, em curso, uma série de redefinições na

legislação e nas políticas públicas voltadas às populações indígenas  que também têm merecido destaque, com discussões no Congresso sobre o infanticídio entre indígenas, o novo Estatuto dos Povos Indígenas etc.
Urge, portanto, criar espaços como o desse curso, em que seja possível estabelecer diálogo entre antropólogos e demais interessados nesses temas, como professores, jornalistas, advogados e estudantes em geral.

Público-alvo

Professores (universitários e do ensino médio e básico), estudantes  universitários, jornalistas, advogados, pesquisadores e público em geral, interessados no debate sobre as questões indígenas.

Programação

BLOCO A - Povos indígenas na História
09/4 Aula 1 – O mau encontro – século XVI: primeiros relatos/ o eterno
reencontro com o primitivo
16/4 Aula 2 – Malentendidos ao longo da história: resistência e
transformação/ a ação política ameríndia
23/4 Aula 3 – Desencontros e reencontros atuais: novos estudos em
História e Arqueologia

BLOCO B – Povos indígenas hoje

07/5 Aula 4 – Breve panorama da diversidade atual 1 (Guianas /
Amazônia Ocidental)
participação: Ana Yano e Joana Oliveira
14/5 Aula 5 – Breve panorama da diversidade atual 2 (Brasil Central/ Xingu)
participação: André Drago
21/5 Aula 6: Breve panorama da diversidade atual 3 (Rio Negro/ Bacia Platina)
participação: Renato M. Soares
28/5 Aula 7 – Identidade étnica / devir indígena
04/6 Aula 8 – O pluralismo como norma: diversidade cultural como valor
a partir da Constituição de 1988
participação: Marcele Garcia Guerra

BLOCO C – O futuro dos povos indígenas

11/6  Aula 9 – A importância do território/ ameaças atuais
18/6  Aula 10 – Mudanças na legislação: ameaça aos direitos conquistados
participação: Marcele Garcia Guerra

BLOCO D – Mas, afinal, o que querem os indígenas?

25/6  Aula 11 – Saberes do corpo/ estética – artistas indígenas
participação: Ana Yano
02/7  Aula 12 – O diálogo com a ciência – acadêmicos e pesquisadores indígenas
participação: Joana Oliveira




Bibliografia de referência


Carneiro da Cunha, M. Cultura com Aspas, São Paulo, Cosac & Naify, 2009.

Carneiro da Cunha, M. História dos Indios no Brasil, São Paulo, Cia.
das Letras, 1992
Castro, C. (org). Evolucionismo Cultural: Textos de Morgan, Tylor e
Frazer, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2002
Clastres, Pierre. Arqueologia da Violência. São Paulo, Cosac & Naify, 2004.
Fausto, C. Os índios antes do Brasil. Rio de Janeiro, Zahar, 2000.
Franchetto, Bruna & Heckenberger, Michael. 2001. Os povos do Alto
Xingu: história e cultura. Rio de Janeiro, Ed. UFRJ.
Gallois, D. T. (org.). Redes de relações nas Guianas. São Paulo:
Associação Editorial Humanitas, 2005
Grupioni, L. D. B. (org.) Índios no Brasil. São Paulo, SMCSP, 1992
Ladeira, Maria Elisa. "Uma aldeia Timbira" in Novaes, Sylvia Caiuby.
Habitações Indígenas. São Paulo : Nobel ; Edusp, 1983.
Lévi-Strauss, C. Raça e história.
Miras, J., Gongora, M., Martins, R. e Pateo, R. (org.) Makunaima
Grita! Terra Indígena Raposa Serra do Sol e os Direitos
Constitucionais no Brasil. Rio de Janeiro, Azougue, 2009.
Melatti, J. C. Índios do Brasil. São Paulo, Edusp, 2007.
Ribeiro, Berta. Os Índios das Águas Pretas. São Paulo, Cia. Das Letras, 1995.
Ricardo, F. (org.). Terras Indígenas & Unidades de Conservação da
Natureza. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2004
Rodrigues, Aryon D. Línguas Brasileiras – Para o Conhecimento das
Línguas Indígenas. São Paulo, Loyola, 1986.
Sahlins, M. Esperando Foucault, Ainda. São Paulo, Cosac & Naify, 2004.
Viveiros de Castro, E. Antropologia. In: O que ler nas Ciências
Sociais. Anpocs. 2000
Viveiros de Castro, E. A inconstância da alma selvagem e outros
ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2002
Viveiros de Castro, E. & Seeger, A. "Terras e territórios indígenas no
Brasil". Revista Civilização Brasileira, v. 12, n. 1-2, p. 101-114,
1979.

Bibliografia de referência para as aulas sobre questão jurídica

Alier, J. O Ecologismo dos pobres: conflitos ambientais e linguagens
de valoração, São Paulo: Contexto, 2007.
Almeida, A. (Org.) ; Dourado, S. (Org.) ; Shiraishi Neto, J. (Org.) ;
Dantas, F. (Org.) Conhecimento Tradicional e Biodiversidade: Normas
Vigentes e Propostas, Manaus: Edufam, 2008.
Clavero, B. Derecho Indígena y Cultura Constitucional en América,
México: Siglo XXI, 1994.
Cunha, M. Os Direitos do Índio - Ensaios e Documentos, São Paulo:
Brasiliense. 1992.
Dallari, D. Constituição e Constituinte, São Paulo: Saraiva, 1992.
Diegues, A. O Mito Moderno da Natureza Intocada, São Paulo: Hucitec e
Nupaub/USP, 2008.
Lima, A. Um Grande Cerco de Paz: poder tutelar, indianidade e formação
do Estado no Brasil, Petrópolis: Vozes, 1995.
Perrone-Moisés, B. “Terras indígenas na legislação colonial”. Revista
da Faculdade de Direito. Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 95,
p. 107-120, 2000.
Oliveira, J. P. Ensaios de Antropologia Histórica, Rio de Janeiro:
Editora da UFRJ, 1999
Souza Filho, C.  Renascer dos Povos Indígenas para o Direito,
Curitiba: Juruá Editora, 2004.
Shiraishi Neto, J. (Org.) “Direito dos Povos e das Comunidades
Tradicionais no Brasil: declarações, convenções internacionais e
dispositivos juridicos definidores de uma política nacional”, Manaus:
Edições UEA, 2007.
 
INSCRIÇÕES: Começam, provavelmente na quinta-feira, 29/03, (confirmar em sce.fflch.usp.br,  ou 3091-4645), as inscrições para o curso de extensão que nós, pesquisadores do Centro de Estudos Ameríndios (Cesta), damos anualmente na FFLCH-USP. O curso é aberto à comunidade e voltado, principalmente, a professores, estudantes, jornalistas e advogados,  entre outros profissionais, que tenham interesse na temática indígena. Particularmente, estamos, a partir deste ano, buscando dar especial atenção à formação dos professores que atuam no ensino fundamental e médio.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Seminario Antropologías en América Latina - RS

26 al 27 de marzo de 2012
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Porto Alegre/ RS – Brasil


Desde su comienzo, la antropología ha estado vinculada de manera muy profunda con las dinámicas del sistema-mundo, mediada por cuestionamientos sobre el colonialismo, el imperialismo, la construcción de nación y el cambiante rol de la otredad en escenarios nacionales e internacionales. (Ribeiro e Escobar, 2008, p. 18)

            As chamadas antropologias “não-hegemônicas”, expressão cunhada por Ribeiro e Escobar (2008), designam a produção antropológica nas áreas reconhecidas enquanto periféricas. Tais produções comportam elementos diferenciadores em relação aos paradigmas dominantes. Uma das características mais proeminentes é a necessidade de estabelecer uma tradição antropológica em países que eram, em princípio, quase que exclusivamente fonte e local privilegiados de pesquisa.

            Partindo dessa premissa, o seminário Antropologias na América Latina, evento organizado por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, objetiva produzir reflexões sobre as condições práticas, teóricas e epistemológicas dos estudos antropológicos e etnográficos na América Latina.

  
PROGRAMAÇÃO

Mesa de Abertura
26/03/2012 – 9h
Sala Pantheon – Campus do Vale
 
Prof. Dra. Cornélia Eckert, Coordenadora PPGAS-UFRGS
Rafael Lopo, Comissão Organizadora do Seminário
           
1. Antropologias Políticas e da política: perspectivas latino-americanas
Conferencistas: Jhon Antón (Equador) e Pablo Séman (Argentina)
26/02/2012 – 9h15
Sala Pantheon - Campus do Vale
 
Mediadora: Janaina Campos Lobo


2. Estado e Antropologia: a constituição das identidades na América Latina hoje
Conferencistas: Emerson Giumbelli (Brasil) e Paz Xóchitl Ramírez Sanchéz (México)
26/03/2012 – 14h30
Sala Pantheon – Campus do Vale
 
Mediador: Rodrigo Dornelles


3. Antropologias em Trânsito
Conferencistas: Antonádia Borges (Brasil) e Zandra Pedraza (Colômbia)
27/03/2012 – 9h
Sala Pantheon – Campus do Vale
 
Mediadora: Victoria Irisarri


4. Antropologias das Migrações e Alteridades
Conferencistas: Pilar Uriarte (Uruguai) e Alfonso Hinojosa Gordonava (Bolívia)
27/03/2012 – 14h30
Sala Pantheon – Campus do Vale
 
Mediador: Rodrigo Toniol
 
Atenciosamente,

Comissão organizadora do

Seminário Antropologías na América Latina

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Escuela de campo internacional en arqueología "Costa Central Peruana", en Lima, Peru


Proyecto Arqueológico Costa Central Peruana

Objetivo
El objetivo principal del proyecto arqueológico Costa Central Peruana es entender los factores políticos, económicos e ideológicos que intervinieron en el desarrollo histórico de esta región. En particular se busca estudiar el rol jugado por el centro religiosos de Pachacamac en el desarrollo de estos procesos en los sitios secundarios ubicados en la región.
Panquilma
Durante las temporadas de 2002-2003, 2008-2009 y ahora en el 2012 nuestros estudios en la región se han centrado en el sitio arqueológico de Panquilma, una comunidad prehispánica ocupada durante los siglos XII al XVI ubicada bajo el área de influencia de uno de los centros religiosos más importantes de la costa andina: Pachacamac. Panquilma es un sitio multi componente, compuesto por arquitectura monumental, estructuras domésticas y funerarias. Durante la temporada de campo 2012 excavaremos una muestra de cada uno de estos componentes con el fin de reconstruir actividades rituales, actividades domésticas cotidianas, así como comportamientos funerarios en el cementerio del sitio.

Arquitectura monumental de Panquilma
La arquitectura monumental en Panquilma está representada por la presencia de tres edificios conocidos en la Costa Central como “Pirámides con Rampa” . Nuestros estudios preliminares en el sitio han permitido determinar que estos edificios tuvieron una vida breve y un final abrupto pues todos ellos fueron quemados antes de ser abandonados. Durante su uso estos edificios fueron el centro de actividades rituales que incluían el depósito de ofrendas enterradas en las plazas principales de estos edificios.

Durante la temporada de campo 2012 continuaremos la excavación de estos espacios rituales con el fin de ampliar nuestro entendimiento acerca de las características de estas ceremonias.

Arqueologia domestica
Panquilma cuenta con 14 conjuntos residenciales compuestos por habitaciones, almacenes y arquitectura funeraria organizada alrededor de grandes patios centrales. Recientes investigaciones en el sitio han demostrado que estos conjuntos habitacionales eran la residencia de familias extendidas organizadas alrededor de un ancestro común. Durante la temporada 2012 nos centraremos en la excavación de los patios y basurales de estos conjuntos domésticos.

Bioarqueologia
Dado el extraordinario nivel de conservación en la costa peruana esperamos recuperar una gran cantidad de material botánico, zooarqueológico, malacológico y osteológico humano. Por este motivo, la identificación, clasificación y análisis de material bioarqueológico constituye un componente muy importante del proyecto.

Durante la temporada de campo 2012 excavaremos extensos basurales y restos funerarios. Ambos tipos de contextos requerirán de un constante cuidado por la recuperación y análisis de los restos bioarqueológicos recuperados en estas excavaciones.

Escuela de campo

El Instituto de Estudios Peruanos (IEP), una de las instituciones de investigación en ciencias sociales más importantes de Latinoamérica, anuncia la primera temporada de su escuela de campo internacional en arqueología "Costa Central Peruana".

Establecida en el balneario costeño de Punta Hermosa, la escuela de campo del IEP brinda entrenamiento en técnicas de mapeo, registro y excavación en campo así como entrenamiento básico en técnicas de muestreo estadístico, análisis bioarqueológico, análisis y catalogación de textiles y cerámica así como análisis de restos líticos.

El trabajo de campo será realizado en el sitio arqueológico de Panquilma, una comunidad prehispánica ocupada durante los siglos XII al XVI ubicada bajo el área de influencia de uno de los centros religiosos más importantes de la costa andina: Pachacamac. Panquilma es un sitio multi componente, compuesto por arquitectura monumental, estructuras doméstica y funerarias. Durante la temporada de campo 2012 excavaremos una muestra de cada uno de estos componentes con el fin de reconstruir actividades rituales, actividades domésticas cotidianas, así como comportamientos funerarios en el cementerio del sitio.

Proyecto

SESIÓN I
Semana 1
Actividades en el laboratorio
Sesión de orientación:
  1. Presentación del staff de campo y gabinete del proyecto.
  2. Introducción a los manuales para trabajo en el campo y laboratorio. Estos manuales contienen toda la información necesaria para que los alumnos conozcan los procedimientos y protocolos a seguir tanto en el campo como en el laboratorio. La información contenida en estos manuales incluye la metodología de excavación a ser utilizada, el registro gráfico y escrito en campo, la identificación y análisis preliminar de materiales arqueológicos recuperados, los tratamientos de conservación preventiva y finalmente el registro y catalogación de materiales. Esta información será complementada con los talleres semanales.
  3. 1er taller: muestreo estadístico en arqueología: introducción a las principales técnicas de muestreo estadístico utilizadas en arqueología así como introducción a técnicas de estadística exploratoria.
Profesor: Enrique López-Hurtado
Actividades en el campo
  1. Visita al sitio Panquilma, recorrido por los distintos sectores del sitio.
  2. Comienzo de la excavación en el sector monumental del sitio
Opcional (sábado)
Visita al sitio arqueológico de Pachacamac
Semana 2
Actividades de laboratorio
  1. Clasificación y análisis del material recuperado durante las semanas 1 y 2.
  2. Taller 2: Análisis bioarqueológico. Dado el extraordinario nivel de conservación de la costa peruana esperamos recuperar una gran cantidad de material botánico, zooarcheologico, malacológico y osteológico humano. Este taller tiene como objetivo brindar al alumno de los principales métodos y conceptos del análisis bioarchaeologico. Cubrirá desde identificación y clasificación de material botánico a identificación de patologías y traumas en restos oseos humanos.
Profesora: Sara J. Marsteller, MA and PhD candidate Arizona State University
Actividades en el campo
  1. Comienzo de las excavaciones en el área domestica y continúan las excavaciones en el área monumental del sitio.
Opcional (sábado)
Visita al sitio arqueológico de Cerro Azul
Semana 3
Actividades de laboratorio
  1. Clasificación y conservación preventiva de los materiales recuperados durante las semanas 1 y 2, y comienzo del análisis de materiales bioarqueológicos.
  2. Taller 3: análisis lítico. El objetivo de este taller es el de brindar a los estudiantes las herramientas básicas para realizar un análisis lítico. En particular nos vamos a centrar en el análisis de batanes y otros artefactos de molienda, y su importancia para la identificación de unidades domésticas.
Profesora LIC. PUCP Camila Capriata
Actividades en el campo
  1. 1Continuación de las excavaciones en el sector doméstico y comienzo de las excavaciones en el cementerio
Opcional (sábado)
Visita al Museo Larco. (Lima)
Semana 4
Actividades en el laboratorio
  1. Clasificación y conservación preventiva de los materiales recuperados durante las semanas 2 y 3, y comienzo del análisis de materiales bioarqueologicos.
  2. Taller 4: análisis de cerámica. Los fragmentos de cerámica constituyen el tipo de resto más importante del inventario arqueológico y los resultados de su análisis son una pieza clave en la interpretación del sitio. Es por este motivo que este taller esta programado al final de la sesión ya que en ese momento los estudiantes ya estarán lo suficientemente familiarizados con los distintos tipos cerámicos del sitio, y también con el uso de métodos de muestreo estadístico en arqueología. Partiendo de esta base en este taller nos centraremos en los pasos a seguir para diseñar un análisis de cerámica.
Profesor: Enrique López-Hurtado
Actividades en el campo
  1. 1. Final de las excavaciones en el cementerio.
Opcional (sábado)
Almuerzo de despedida entrega de certificados

 

Costos

- Los costos son de US$ 2,830 por sesión incluyendo impuestos e inscripción.
- Alojamiento durante 4 semanas
- Tres comidas al día excepto los domingos
- Manuales de excavación y laboratorio
- Transporte ida y vuelta del aeropuerto a Punta Hermosa
- Transporte al campo
- Certificado del IEP otorgado por participación satisfactoria

El pago no cubre
- Pasaje aéreo
- Seguro de viaje
- Gastos personales
- Comidas los domingos
- Tickets de entrada a museos, sitios o tours.

Site do projeto: http://iep-pachacamac.org/es/proyecto.html