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Você sabe o que é Antropologia?

Antropologia (cuja origem etimológica deriva do grego άνθρωπος anthropos, (homem / pessoa) e λόγος (logos - razão / pensamento) é a ciência preocupada com o fator humano e suas relações. A divisão clássica da Antropologia distingue a Antropologia Social da Antropologia Física. Cada uma destas, em sua construção abrigou diversas correntes de pensamento.

Pode-se afirmar que há poucas décadas a antropologia conquistou seu lugar entre as ciências. Primeiramente, foi considerada como a história natural e física do homem e do seu processo evolutivo, no espaço e no tempo. Se por um lado essa concepção vinha satisfazer o significado literal da palavra, por outro restringia o seu campo de estudo às características do homem físico. Essa postura marcou e limitou os estudos antropológicos por largo tempo, privilegiando a antropometria, ciência que trata das mensurações do homem fóssil e do homem vivo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropologia

Algumas informações básicas sobre os principais paradigmas e escolas de pensamento antropológico:


Formação de uma literatura “etnográfica” sobre a diversidade cultural

Período: Séculos XVI-XIX

Características: Relatos de viagens (Cartas, Diários, Relatórios etc.) feitos por missionários, viajantes, comerciantes, exploradores, militares, administradores coloniais etc.

Temas e Conceitos: Descrições das terras (Fauna, Flora, Topografia) e dos povos “descobertos” (Hábitos e Crenças).Primeiros relatos sobre a AlteridadeAlguns Representantes e obras de referênciaPero Vaz Caminha (“Carta do Descobrimento do Brasil” - séc. XVI). Hans Staden (“Duas Viagens ao Brasil” - séc. XVI). Jean de Léry (“Viagem a Terra do Brasil” - séc. XVI). Jean Baptiste Debret (“Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” - séc. XIX).

Escola/Paradigma: Evolucionismo Social

Período: Século XIX

Características: Sistematização do conhecimento acumulado sobre os “povos primitivos”.

Predomínio do trabalho de gabinete

Temas e Conceitos: Unidade psíquica do homem.Evolução das sociedades das mais “primitivas” para as mais “civilizadas”.Busca das origens (Perspectiva diacrônica)Estudos de Parentesco /Religião /Organização Social.Substituição conceito de raça pelo de cultura.

Alguns Representantes e obras de referência: Maine (“Ancient Law” - 1861). Herbert Spencer (“Princípios de Biologia” - 1864). E. Tylor (“A Cultura Primitiva” - 1871). L. Morgan (“A Sociedade Antiga” - 1877). James Frazer (“O Ramo de Ouro” - 1890).


Escola/Paradigma: Escola Sociológica Francesa

Período: Século XIX

Características: Definição dos fenômenos sociais como objetos de investigação socio-antropológica. Definição das regras do método sociológico.

Temas e Conceitos: Representações coletivas.Solidariedade orgânica e mecânica. Formas primitivas de classificação (totemismo) e teoria do conhecimento. Busca pelo Fato Social Total (biológico + psicológico + sociológico). A troca e a reciprocidade como fundamento da vida social (dar, receber, retribuir).

Alguns Representantes e obras de referência: Émile Durkheim:“Regras do método sociológico”- 1895; “Algumas formas primitivas de classificação” - c/ Marcel Mauss - 1901; “As formas elementares da vida religiosa” - 1912. Marcel Mauss:“Esboço de uma teoria geral da magia” - c/ Henri Hubert - 1902-1903; “Ensaio sobre a dádiva” - 1923-1924; “Uma categoria do espírito humano: a noção de pessoa, a noção de eu”- 1938).

Escola/Paradigma: Funcionalismo

Período: Século XX - anos 20

Características: Modelo de etnografia clássica (Monografia).

Ênfase no trabalho de campo (Observação participante). Sistematização do conhecimento acumulado sobre uma cultura.

Temas e Conceitos: Cultura como totalidade.Interesse pelas Instituições e suas Funções para a manutenção da totalidade cultural.Ênfase na Sincronia x Diacronia.

Alguns Representantes e obras de referência: Bronislaw Malinowski (“Argonautas do Pacífico Ocidental” -1922). Radcliffe Brown (“Estrutura e função na sociedade primitiva” - 1952-; e “Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e Casamento”, org. c/ Daryll Forde - 1950). Evans-Pritchard (“Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande” - 1937; “Os Nuer” - 1940). Raymond Firth (“Nós, os Tikopia” - 1936; “Elementos de organização social - 1951). Max Glukman (“Ordem e rebelião na África tribal”- 1963). Victor Turner (“Ruptura e continuidade em uma sociedade africana”-1957; “O processo ritual”- 1969). Edmund Leach - (“Sistemas políticos da Alta Birmânia” - 1954).


Escola/Paradigma: Culturalismo Norte-Americano

Período: Séc. XX - anos 30

Características: Método comparativo. Busca de leis no desenvolvimento das culturas. Relação entre cultura e personalidade.

Temas e Conceitos: Ênfase na construção e identificação de padrões culturais (“Patterns of culture”) ou estilos de cultura (“ethos”).

Alguns Representantes e obras de referência: Franz Boas (“Os objetivos da etnologia” - 1888; “Raça, Língua e Cultura” - 1940). Margaret Mead (“Sexo e temperamento em três sociedades primitivas” - 1935). Ruth Benedict (“Padrões de cultura” - 1934; “O Crisântemo e a espada” - 1946).

Escola/Paradigma: Estruturalismo

Período: Século XX - anos 40

Características: Busca das regras estruturantes das culturas presentes na mente humana. Teoria do parentesco/Lógica do mito/Classificação primitiva. Distinção Natureza x Cultura.

Temas e Conceitos: Princípios de organização da mente humana: pares de oposição e códigos binários.Reciprocidade

Alguns Representantes e obras de referência: Claude Lévi-Strauss:“As estruturas elementares do parentesco” - 1949. “Tristes Trópicos”- 1955. “Pensamento selvagem” - 1962. “Antropologia estrutural” - 1958 “Antropologia estrutural dois” - 1973 “O cru e o cozido” - 1964 “O homem nu” - 1971

Escola/Paradigma: Antropologia Interpretativa

Período: Século XX - anos 60

Características: Cultura como hierarquia de significados Busca da “descrição densa”. Interpretação x Leis. Inspiração Hermenêutica.

Temas e Conceitos: Interpretação antropológica: Leitura da leitura que os “nativos” fazem de sua própria cultura.Alguns Representantes e obras de referência: Clifford Geertz: “A interpretação das culturas” - 1973. “Saber local” - 1983.

Escola/Paradigma: Antropologia Pós-Moderna ou Crítica

Período e obra: Século XX - nos 80

Características: Preocupação com os recursos retóricos presentes no modelo textual das etnografias clássicas e contemporâneas. Politização da relação observador-observado na pesquisa antropológica. Critica dos paradigmas teóricos e da “autoridade etnográfica” do antropólogo.

Temas e Conceitos: Cultura como processo polissêmico. Etnografia como representação polifônica da polissemia cultural. Antropologia como experimentação/arte da crítica cultural.

Alguns Representantes e obras de referência: James Clifford e Georges Marcus (“Writing culture - The poetics and politics of ethnography” - 1986). George Marcus e Michel Fischer (“Anthropoly as cultural critique” - 1986). Richard Price (“First time” - 1983). Michel Taussig (“Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem”- 1987). James Clifford (“The predicament of culture” - 1988).

Fonte: http://nant-iscsp.blogspot.com/2005_05_01_archive.html

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Resposta da ABA: “Antropologia: Disparate e Oportunismo?”

Por racismoambiental, 20/10/2011 11:36

O posicionamento da Presidente da ABA, transcrito abaixo, é uma resposta clara, lúcida e equilibrada a um texto abusivo publicado na coluna de Opinião de um jornal carioca, que pode ser lido clicando aqui. TP.

Bela Feldman-Bianco
Presidente da Associação Brasileira de Antropologia – ABA

Recentemente têm-se tornado freqüentes pronunciamentos inverídicos em detrimento do trabalho do antropólogo, especialmente em suas pesquisas voltadas para o reconhecimento dos territórios indígenas e quilombolas no Brasil. Segundo muitas vozes, pesquisas antropológicas poderiam levar a uma situação de insegurança jurídica no campo e nas cidades, o que ameaçaria o direito à propriedade. A antropologia passa a ser falsamente acusada de fornecer um aval científico a uma realidade inexistente. Como a mais antiga das sociedades científicas na área de Ciências Humanas no Brasil – fundada em 1955 – a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) se vê obrigada a esclarecer o que há de enganoso nessas afirmações.

Em nome de uma pretensa insegurança jurídica, filtram-se as informações que de fato interessam ao público. Deve-se notar que desde 2003 foram instaurados no INCRA mais de mil processos para titulação de terras de quilombo. Destes, cerca de cem, em todo o Brasil, tiveram titulação expedida até hoje. Isso porque o processo para demarcação e titulação é altamente prudente, balizado por parâmetros técnicos e fortemente regulado por normas legais, como a Convenção 169 da OIT, o artigo 68 dos ADCT da Constituição Federal, o Decreto 4887/2003 da Presidência da República, a Instrução Normativa 57/2009 do INCRA, entre outros.

O processo prevê a elaboração de um detalhado relatório antropológico que deve contemplar mais de trinta itens, incluindo fundamentação teórica e metodológica, histórico de ocupação das terras, análise documental com levantamento da situação fundiária e cadeia dominial, histórico regional e sua relação com a comunidade. Inclui, ainda, a identificação de modos de organização social e econômica que demonstrem ser imprescindível a demarcação das terras para a manutenção e reprodução social, física e cultural do grupo. Além disso, o processo prevê a contestação administrativa por parte de quem se sentir lesado, sem prejuízo de recursos judiciais cabíveis. Nesse cenário, falar em insegurança jurídica é disparate ou oportunismo.

Conceitos como os de identidade, cultura e grupo étnico têm uma longa trajetória dentro da antropologia como disciplina científica. Há mais de cinqüenta anos, pesquisadores reconhecidos no mundo todo têm afirmado que a identidade cultural não se herda pelo sangue, mas se constrói por modos de vida que são históricos, dinâmicos e complexos. No caso de nossa história recente, a categoria Quilombo é um bom exemplo disso. Criada no período colonial para denominar agrupamentos de escravos fugidos, em fins do século XX ela passa a significar outra realidade. O termo “remanescente de quilombo”, que designa uma pessoa jurídica para fins de atribuição de direitos territoriais, juntamente com os demais dispositivos legais que garantem aos diversos grupos formadores da sociedade nacional preservar os seus “modos de fazer, criar e viver” (CF, art.216), é usado na formação das associações comunitárias para reivindicar direitos de uma cidadania diferenciada ao Estado brasileiro. Não há disparate algum em reconhecer que tais grupos se auto-identifiquem hoje, legitimamente, como “quilombolas”, e recebam do Estado a acolhida prevista nas muitas normas jurídicas que regulam a lenta e complexa titulação de terras para esses grupos. Da mesma forma, não há oportunismo algum em se lançar mão de conceitos analíticos refinados em décadas de pesquisa científica no âmbito de estudos antropológicos que integram um procedimento administrativo altamente regulado por dispositivos legais.

Nesse sentido, os antropólogos, por meio da Associação Brasileira de Antropologia, têm desempenhado papel decisivo no reconhecimento dos direitos de tais grupos culturais, previstos na Constituição Federal, especialmente no caso de “indígenas” e “afro-brasileiros”, com a “valorização da diversidade étnica e regional” (artigos 215 e 216). As versões no mínimo equivocadas e especialmente mentirosas acerca da prática antropológica foram preparadas com a intenção pública de atacar a credibilidade do fazer antropológico. A falsificação deliberada tem sido historicamente utilizada como meio ilegítimo de obter a realização de objetivos políticos, mas, qualquer que seja a amplitude dessa trama, ela não pode encobrir a realidade social.

Por fim, reafirmamos o legado da antropologia: a diversidade cultural é a maior riqueza da Humanidade. Participar de pesquisas antropológicas no âmbito do reconhecimento de territórios indígenas e quilombolas nada mais é do que colocar em prática direitos assegurados pela Constituição Brasileira. É, pois, um dever de ofício e de cidadania a atuação para a concretização de direitos de grupos que possuem diferentes formas de organização social, cultural e econômica. O direito ao auto-reconhecimento não foi inventado pelos antropólogos. Está na Convenção 169 da OIT, norma reconhecida pelo Estado brasileiro e subscrita pelo Congresso Nacional desde 2002. A titulação de territórios quilombolas e indígenas não é uma ameaça; ao contrário, é passo fundamental para a efetivação de uma sociedade plural e verdadeiramente democrática.
http://www.abant.org.br

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Reunião do Programa de Pós-Doutorado em Estudos Culturais do PACC - RJ

06 de outubro de 2011 - 14h às 17h
 Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ
(antiga Casa do Estudante Universitário - CEU)

Programação

14h – Mini-apresentação de novos projetos, por linha de pesquisa

Cultura e Desenvolvimento
Objetos da Adversidade: um olhar etnográfico sobre a recontextualização material urbana.
Por Marcus Dohmann (EBA/UFRJ)
Supervisão Rosza Zoladz

Imaginários Urbanos
O Espaço, a Esfera, o Plano e seus Agentes: a praia carioca no século XXI.

Novas Tecnologias
Produção Literária Afro-brasileira e sua Difusão por Meio Digital.


15h 30min – Palestra com Conceição Evaristo

“NOS LABIRINTOS DO SILÊNCIO DE ANASTÁCIA: UM GRITO DE MUITAS VOZES” - a identidade mítica de Escrava Anastácia como símbolo de resistência de um povo.
Sinopse: embora a imagem de Escrava Anastácia mostre uma das marcas da opressão do sistema escravocrata sobre os corpos escravos, – a máscara de flandres sobre a sua boca – outros sentidos ao longo do tempo foram construídos em torno de seu suplício. A história de Anastácia propagada e sustentada particularmente pela memória afro-brasileira é retirada do lugar da dor para  se configurar em explicitações de uma fé católica diferenciada, assim como se transforma em signos e produções culturais contemporâneas, tradutoras de discursos ideológicos, que afirmam a posição e o lugar de resistência da mulher negra na sociedade brasileira.

Confirme sua presença aqui.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Seminário "Os antropólogos e a Construção Legal de Identidades ou Articulações desde o Global, ao Nacional e ao Local, sem vice versa..." - DF

SEMINÁRIOS DO DAN

Ronaldo Lobão (UFF)
Data: 05/10/2011
Horário: 16:00 horas
Local: Sala de Reuniões do Departamento de Antropologia da UnB – ICC Centro
- Sobreloja-B1-347

Provocado pela iniciativa legislativa de levar par o ordenamento jurídico nacional (Projeto de Lei 7.447/2010) o conteúdo do Decreto Federal que instituiu a Política Nacional do Desenvolvimento Sustentado de Povos ou Comunidades Tradicionais (Dec. 6.040/2007) pretendo discutir o processo que denomino de Construção Legal de Identidades. Essa discussão tem por base a trajetória da normativa sobre Direitos Culturais desde as formulações emanadas da Organização Internacional do Trabalho – OIT – (Convenções 107 e 169 por exemplo) até sua inscrição nos ordenamentos jurídicos nacionais, tomando como exemplo, no Brasil, a construção da categoria “povo ou comunidade tradicional” e o abandono da categoria “população tradicional”. 
Uma análise centrada no papel dos antropólogos e uma perspectiva comparada com outros processos nacionais, como a ressemantização do conceito de quilombo e a etnoressurgência, permitirão que o olhar sobre as políticas do governo, os movimentos sociais e regulamentação brasileiras – as em vigor e as que devem ser revistas – propicie uma avaliação reflexiva da dinâmica e dos atributos de poder em jogo no processo de proteção dos direitos à reprodução cultural de grupos étnicos ou minoritários fundadores da sociedade nacional brasileira.

CEAO promove curso "Antropologia do Brasil, Antropologia no Brasil: para uma antropologia da antropologia brasileira" - BA

Professor: Dr. Cláudio Luiz Pereira
Período do curso:
20 de outubro a 15 de dezembro de 2011
Carga horária:
20 horas (75% de freqüência mínima para obtenção de certificado)
Horário:
18:00 às 20:30 horas (quinta-feira)
Local das aulas:
Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO)
Investimento:
Estudantes - R$ 30,00; Profissionais - R$ 40,00
Número de vagas:
20 (vinte)
Período de inscrição:
 03 a 10 de outubro, das 14:00 às 17:00 no CEAO (Largo Dois de Julho).
Local das aulas:
Auditório Milton Santos (CEAO, Largo Dois de Julho)
Clique aqui para ver o programa do curso

Mais informações:
(71) 3283-5512 / ceao@ufba.br

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Colóquios "Antropologia, religião e ritual: pesquisa e produção de filmes etnográficos" - ES

*COLÓQUIO 1*
Data: 04/10, das 14 as 17 hs.
Local: sala de aula do Mestrado em Ciências Sociais da UFES
Tema: Antropologia da Religião
Palestrante: Profª Drª Lílian Maria Pinto Sales (USP)
Mediação-participação: Profª Drª Sonia de Mattos Misságia (UFES)
Exposição/apresentação de mestrandos que estão pesquisando em temas relacionados à religião

*COLÓQUIO 2*
Data e horário: 06/10, das 9 as 12 hs
Local: sala de aula do Mestrado em Ciências Sociais da UFES
Tema: Imagens, ritual e performance entre os Bororo e Guarani-Kaiowá
Palestrante: Profº Dr Edgar Theodoro da Cunha (UNESP)
Mediação-participação: Profª Drª Winifred Knox (UFES)


Prof. Dr. Edgar Teodoro da Cunha (UNESP)

A partir da experiência de realização dos filmes "Ritual da Vida" e "Mbaraká, a palavra que age" buscaremos refletir sobre o uso de recursos sonoros e visuais para a construção de narrativas sobre alteridades, o que nos leva necessariamente a pensar nas diferentes estratégias de abordagem dessa experiência, envolvendo aspectos relacionais, estabelecidos em contextos de diálogo intercultural, que se desdobram em reflexões sobre a prática, o estabelecimento de sentidos compartilhados, a tradução, as formas de circulação da imagem e suas possilidades políticas e de construção de sentido.

Filmografia

Ritual da vida (2005, DV, 30 minutos)
Direção: Edgar Teodoro da Cunha
“Ritual da Vida” é um documentário que nos aproxima da experiência do ciclo funeral dos Bororo do Mato Grosso. Este complexo ritual, articulador desta sociedade, nos defronta com as concepções bororo sobre a vida e a morte e ainda ao contexto atual de contato. Por meio de uma linguagem que privilegia o sensível busca criar sentidos para as permanências e transformações do mundo bororo atual.
"1o Prêmio Humanistico-Social" no 1º Festival de Cine Y Video Cientifico del Mercosur (2005, Argentina)

Mbaraká, a palavra que age (2011, HDV, 26 minutos)
Direção: Edgar Teodoro da Cunha
O filme aborda o universo dos cantos Kaiowá por meio dos aspectos performáticos da palavra, da sonoridade, do gesto, da dimensão onírica e de volição mobilizada pelo canto. Se a palavra pode ser história, mito e narrativa, ela sem dúvida também é poesia, e seus aspectos estéticos são parte integrante de sua eficácia. Dessa forma o filme parte dos aspectos poéticos da palavra Kaiowá buscando a criação de uma dimensão visual, de uma poética própria que dialogue com a palavra Kaiowá em sua pluralidade expressiva.

Edgar Teodoro da Cunha é professor do Departamento de Antropologia, Política e Filosofia da UNESP - Universidade Estadual Paulista, e documentarista. Doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo e pesquisador do GRAVI (Grupo de Antropologia Visual) desde 1996, do NAPEDRA (Núcleo de Antropologia da Performance e do Drama). Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Visual, Antropologia da Performance e Etnologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Análise de imagem, Ritual, Cinema e Antropologia, Filme etnográfico, Documentário, Fotografia, Iconografia. Dirigiu os documentários Jean Rouch, subvertendo fronteiras (2000, 41 min.), Ritual da Vida (2005, 30 min.) e Mbaraká – a palavra que age (2011, 26 min.) e publicou os livros Escrituras da Imagem (Edusp, 2004), Antropologia e Imagem (Zahar, 2006) e Imagem-Conhecimento: Antropologia, Cinema e outros diálogos (Papirus, 2009).

Inscrições 29 e 30/09, das 17 as 19 horas, ao lado da Secretaria do Mestrado em Ciências Sociais. Total de vagas: 40.

sábado, 17 de setembro de 2011

Minicurso "Etnologia e Politica no México" - SC

Com os professores Alicia Barabas e Miguel Bartolomé.
Florianópolis 19 – 23 de setembro
 
* o curso acontecerá no auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC (CCE) .
** 75% de presença no curso dão direito a certificado, impresso pelo programa de pós em antrologia/PPGAS/UFSC


Programa do curso
Este minicurso procura oferecer uma análise dos processos sociais, culturais e políticos de uma configuração nacional multiétnica. Se colocará ênfase na múltipla dinâmica  contemporânea dos grupos indígenas dentro da sociedade nacional e transnacional, e em relação com o Estado. Assim também se abordarão os processos simbólicos expressados nas cosmovisões e nas religiões próprias e seus especialistas, que entrelaçam as raízes mesoamericanas com o catolicismo e outras influencias, assim como os desafios que enfrentam estas tradições frente à globalização.

Goiânia 12-16 de setembro de 2011
Horário: das 14 hs às 18 hs.
Coordenação: Gabriel O. Alvarez
Florianópolis 19 – 23 de setembro
Horário: 19 e 22 das 14 hs às 18 hs.
20 e 23 das 8:30 hs às 12:30 hs.
Coordenação: Míriam Grossi

Primeira Sessão (Goiânia 12 de setembro / Florianópolis 19 de setembro )

A complexidade das relações interétnicas no México contemporâneo.
 
Bibliografia recomendada:
Bartolomé, Miguel, Visiones de la Diversidad. Relaciones Interétnicas e Identidades Indígenas en el México actual, 4 vols. INAH, México, 2005.
Bartolomé, Miguel, Procesos Interculturales. Antropología Política del Pluralismo Cultural en América latina. Ed. Siglo XXI, México, 2ª ed. 2008.

Segunda Sessão (Goiânia 13 de setembro / Florianópolis 20 de setembro )

A terra e a territorialidade indígena no México
 
Bibliografia recomendada:
Barabas, Alicia, Diálogos con el Territorio. Simbolizaciones sobre el espacio en las
culturas indígenas de México, 4 vols., INAH, México, 2003.
Barabas, Alicia, Dones, Dueños y Santos. Ensayos sobre religiones en Oaxaca.
Porrúa-INAH, México, 2006

Terceira Sessão (Goiânia 15 de setembro / Florianópolis 23 de setembro)
Xamanismo e Nahualismo nos povos indígenas atuais do México
 
Bibliografia recomendada
Navarrete, Federico, “Nahualismo y poder: un viejo binomio mesoamericano”, El Héroe entre el Mito y la Historia, F. Navarrete y G. Olivier Coords., UNAM-CEMCA, México, 2000.
Perrín, Michel, “Lógica Chamánica”, El Chamanismo en Latinoamérica, I. Lagarriga, J. Galinier y M. Perrín Coords., Universidad Iberoamericana, CEMCA, ed. Plaza y Valdés, México, 1995.
Bartolomé, Miguel y Alicia Barabas, 2011, “Los Sueños y Los Días: chamanismo y nahualismo en México”(en prensa)

Quarta Sessão (Goiânia 16 de setembro / Florianópolis 22 de setembro)
Movimentos Indígenas Sócio-religiosos e Movimentos Etnopolíticos
 
Bibliografia recomendadaAlicia Barabas, Utopías Indias. Movimientos Sociorreligiosos en México. Ed. Plaza y
Valdés- INAH, 3ª edición, México, 2002
Miguel Bartolomé, “Movimientos Etnopolíticos y Autonomías Indígenas em México”,
Gente de Costumbre y Gente de Razón. Las identidades étnicas en México.
Ed. Siglo XXI, 1ª ed. 1997. México

Programação:
19 e 22 de setembro das 14:00  as 18:00 horas
20 e 23 de setembro das 8:30 as 12:30 horas
 
Local: Auditório Henrique Fontes - Centro de Comunicação e Expressão da UFSC
As inscrições serão feitas no local.
Mais informações sobre o curso acessar o site do PPGAS.

Alicia Barabas
Instituto Nacional de Antropología e Historia-Centro Oaxaca 
Licenciada en Ciencias Antropológicas por la Universidad de Buenos Aires, Argentina. Maestra y Doctora en Sociología por la Universidad Nacional Autónoma de México. Investigadora del Instituto Nacional de Antropología e Historia-Centro Oaxaca. Investigadora Nacional Nivel III (tercer periodo). Ha realizado investigaciones sobre diversos temas entre los dieciséis grupos etnolingüísticos de Oaxaca, los mayas de la Península de Yucatán, los nahuas de Morelos, los tuxá y quirirí de Brasil, los kuna de Panamá y los tobas y guaraníes de Argentina. Ha publicado numerosos artículos en revistas especializadas y de divulgación y varios libros. Entre los últimos libros se cuentan: Diálogos con el Territorio. Simbolizaciones sobre el espacio en las culturas indígenas de México (2003); Dones, Dueños y Santos. Ensayos sobre religiones en Oaxaca (2006), Dinámicas Culturales: religiones y migración en Oaxaca (2010).

Miguel Bartolomé
Doctor en Antropología
Miembro de la Academia Mexicana de las Ciencias.
Investigador del Centro Regional INAH-Oaxaca.
Antropólogo Argentino, nació en Posadas, Provincia de Misiones. Después de obtener su grado en la Universidad de Buenos Aires, la guerra lo obligó a migrar a la ciudad de México, en el año de 1972. con su esposa Alicia Barabás, también hoy destacada antropóloga, con la que trabaja en estrecha colaboración, desde hace más de 20 años. Ha investigado la sociedad y la cultura de varias etnias del Paraguay, Argentina y México. Realizó en México estudios de Maestría y Doctorado en Sociología en la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). En el año de 1986 fue nombrado Investigador del Sistema Nacional de Investigadores (SNI). En el Simposio de Barbados 1971 y, sobre todo en la Reunión del Grupo de Barbados, en ocasión del XLI Congreso Internacional de Americanistas, fue el que dio las pautas fundamentales de las históricas declaraciones, que tanto influyeron en el cambio de rumbo sobre el papel de las misiones religiosas en zonas indígenas y en las teorías antropológicas sobre identidad étnica y liberación indígena. Es autor de una basta obra, algunos de sus libros los ha realizado en colaboración con su esposa. Es Autor de 14 libros sobre las diferentes culturas indígenas de Oaxaca. Ha sostenido la tesis de que es abrumador el desconocimiento que hay sobre la cultura de los grupos indígenas, cuyas opiniones se basan más en prejuicios que en conocimientos. (nota tomada de http://www.quanta.net.py/guarani/html/bartolomemiguel.html Actualmente es profesor-investigador del Instituto Nacional de Antropología e Historia, de México. Es también Socio correspondiente de la Asociación Indigenista del Paraguay, AIP, en donde desarrolló algunas de sus primeras investigaciones. Trabajó y residió con los mapuches, matacos y guaraníes, de Argentina; con los guayakíes, guaraníes y ayoreos de Paraguay; con los mayas, chinantecos, nahuas, chatinos, chontales, ixcatecos y zoques, de México. (Nota tomada de http://www.musicaparaguaya.org.py/3-entrevistas.htm

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

III Reunião de Antropologia da Ciência e da Tecnologia - DF

(Clique na imagem para ampliá-la)